
Sou uma casa que deserta lentamente
Sou uma sombra que escolheu se encostar
Na minha sala fria, minha estante está vazia
Sou tua ausência, que vem me habitar, oh-oh
Minha janela, ignora claridade
Razão e amor vivem despidos nesse lar
As minhas portas doem, o meu jardim é devastado
Sou reticências e palavras a esperar
Mas a luz daquele seu olhar
Ao alcance, tão distante
Nessa luz daquele nosso olhar
Diz que ainda podemos ser, como antes
E, vagarosamente, o ontem foi caindo
Tão cegamente, você vem me espiar
Mais uma taça pro meu choro vir me descobrindo
Vida e morte no meu peito a brindar, ah-ah-ah
Mas a luz daquele seu olhar
Ao alcance, tão distante
Nessa luz daquele nosso olhar
Diz que ainda podemos ser como antes
Mas a luz daquele seu olhar
Ao alcance, tão distante
Nessa luz daquele nosso olhar
Diz que ainda podemos ser como antes
Mas a luz daquele seu olhar
Ao alcance, tão distante
Ah, nessa luz daquele nosso olhar
Diz que ainda podemos ser como antes