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Essa aí ó
É do disco novo, lancei essa semana, demoro'
Salve Don L aí na casa, namoral
Avisa
Que vão vir dias melhores
Que tudo tem motivo e nada é em vão
Posso ser um ser pequeno em meio a essa multidão, 'dão, 'dão, 'dão, dão
Que vão vir dias melhores
Que tudo tem motivo e nada é em vão (seu chapa)
Posso ser um ser pequeno
Em meio a essa multidão (aham) 'dão-'dão-'dão-'dão
Manhã daquelas, quando nem o café desperta
Pedi uma fé em reza e um coração resta em arritmia
Logo eu que sou ritmista e nunca fui vitimista
Perdi o ritmo, o dia nasceu ríspido e nada fez sentido
Olhando 'pra tudo tipo, pra onde esses carros correm?
Ouvindo mentiras no rádio, jovens com ideias velhas
O que tanto os caminhões levam?
São castelos de areia 'pra milhões
E fizeram construções sem nada de concreto
Seu projeto são projéteis
Em um mundo tão desigual, tudo em vão
A gente vive mal, depressão real e a satisfação digital
A derrota é coletiva e a vitória é sempre individual
Em condomínios, grades de segurança virtual, pseudoliberdade
Mas eu vou pôr a minha alfaiataria de cria
E minha sabedoria afiada igual uma navalha
De malandro velho que me inspira na bohemia e na batalha
Avisa aí que o nosso bonde vai 'pra rua, sim (bora, meu 'cumpadi)
Avisa
Que vão vir dias melhores
Que tudo tem motivo e nada é em vão
Posso ser um ser pequeno em meio a essa multidão, 'dão, 'dão, 'dão, dão
Que vão vir dias melhores
Que tudo tem motivo e nada é em vão
Posso ser um ser pequeno
Em meio a essa multidão, 'dão, 'dão, 'dão, dão