Cortei um pedaço de vento
Enrolei num novelo
Tirei uma fita, prendi meu cabelo
Pra no travesseiro meu bem desatar
Depois desfiei uma nuvem
Fiz uma camisa
Bordei um decote com um resto de brisa
Mostrando meu seio pra te convidar
De água do mar e de espuma moldei uma saia
Fiz barra e cintura da areia da praia
Pra ficar mais fácil meu bem desmanchar
Na rede do quarto crescente da lua vadia
O amor que faremos, meu bem, todo dia
Nem a poesia pode imaginar...