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A noite veste vermelho nas portas das casas
O silêncio espera o grito da manhã
Pés calçados às pressas, corações em prontidão
Um cordeiro aponta o rumo com seu último sopro
Passa, Anjo, passa, o sangue diz quem somos
Passa, medo, passa, a promessa tem nome
Levanta, povo, levanta, é hora de atravessar
A madrugada abre estrada de colunas de fogo
O mar se inquieta ao comando do invisível
Passos correm entre muros de água
Cada salpico carrega séculos de escravidão
No abraço do vento há voz que empurra, Avança!
Se o inimigo vem rugindo atrás
Tua mão levanta o cajado da esperança
Se o medo ergue seu pó
Teu sopro racha a estrada no meio da noite
Passa, Anjo, passa, o sangue ainda nos cobre
Passa, guerra, passa, há aliança no nome
Levanta, povo, levanta, terra seca sob os pés
O mar fechará atrás de nós com canto de vitória
Último passo: o mar se fecha em aplauso
O dia nasce em libertação
O povo exausto ergue um cântico novo
Quem é como Tu entre os deuses?