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Caminha pela estrada a cobra cega
Na terra devastada pela inveja
Mediram nossa terra com essa régua
Meu peito transbordando cheio de mágoa
A seca espera a chuva pra dar trégua
Meus olhos transbordando cheios d'água
E o meu pavio aceso não se apaga
Que eu sou veneno preso nessas léguas
Léguas, léguas, léguas
Quando o tempo acabou e o meu peito secou
O meu filho aprendeu o que o mundo ensinou
Mal salgo a sede no céu a pino
Não faço um dengo, pra ir nós ver
Vovó novinha lavando as casa
De pé no chão pra aprender a ler
Vou aos quatro', entregando o leite
Que sem dente na boca, virou foi doutor
Você não queria, carrasco, lapreia
Minha vida é uma aula, que teu corpo faltou
Faltou