Do amanhecer até o anoitecer, nós seguimos trazendo o sacro brio
Que jaz no pó da vida tropeira sob a magia do anil
Nenhum lugar vai poder se esconder
Do estrago que vamos fazer
Ninguém diz quem nós somos porque somos o que será
Querosene em combustão
Queimando a razão
Entoando o verão
Quebrando o coração
Vão
Vão
De desertos de horas trêmulas
À montes de neblina sem cor
De florestas à mares cantarolantes, nós moldamos nossa vaga dor em malhas cósmicas de amor
E podem-nos chamar de loucos, podem, vai
Loucos não sabem pecar
Ninguém vai alambrar o nosso sonho de tecer o ar
Querosene em combustão
Queimando a razão
Entoando o verão
Quebrando o coração
Vão
Vão
Ciclos, fluam
Serenos vamos os atravessar
Cientes da dança de suas loucas espiraladas
Fazendo do carnaval de almas nossa felicidade
Mas sem esquecer de que por mais longe que formos
Nós iremos também ser o que passou
Ninguém diz quem nós somos porque somos livres
Querosene em combustão
Queimando a razão
Entoando o verão
Quebrando o coração
Vão
Vão