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Ah é vingativa, a vida anda enquanto eu engatinho
É só na frente do gatilho que diz quem é quem
Eu não misturo, não conformo, eu não preciso
Eu tenho a fé, eu tenho a fome, se eu quero eu consigo
É tombo livre, queda grande como as cachoeiras
Também é clara e cristalina, te purifica
O nuvem cheia vê se leva um pedacin do céu
Pra enfeitar o quintal de gente ruim
É vingativa, a vida corre enquanto eu engatilho
É só diante do motivo que sei quem eu sou
Não tem tropeço que impeça o passo certo
Mas quem tem fé, também tem fome e também sente medo
É comovido por histórias sem explicativa
É narrador, é personagem e roteirista
E antecipa narrativas, inconsistente
Tão sinuosa e sorrateira quanto transparente
Acaba abrindo o próprio peito
Se for preciso
Entregaria a quem pedisse na primeira chance
Esqueceria de si mesma, minha mãe diria
Não tem sutura que segure o derramado sangue
Ah é vingativa, a vida anda enquanto eu engatinho
É só na frente do gatilho que diz quem é quem
Eu não misturo, não conformo, eu não preciso
Se eu quero eu consigo