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Sombra alta demais pra caber no meu olhar
Pés enterrados na lama, mas não vou me afogar
Riem de mim nas vielas, dizem que é perda de tempo
Enquanto o mundo inteiro curva a espinha ao vento
Paredes de granito sussurram que eu sou nada
Cada passo ecoa como se fosse a última estrada
Meus punhos são pequenos, mas não tremem no escuro
Tenho um fio de certeza — mais precisão que um muro
O chão treme, o céu se fecha
Mas algo em mim não se encolhe
Respiro fundo, aperto os dentes
E sinto o fogo nos meus dentes
Eu não tenho armadura
Só tenho a minha voz
O gigante é feito de medo
E eu já vi seu fim antes de hoje
Eles me chamam de louco, de fraco, de iludido
Mas ninguém vê a coragem crescendo no escondido
Minhas cicatrizes cantam canções de quem resistiu
Enquanto o monstro dorme, sonhando que já me destruiu
O chão treme, o céu se fecha
Mas algo em mim não se encolhe
Respiro fundo, aperto os dentes
E sinto o fogo nos meus dentes
Eu não tenho espada
Só tenho a minha fé
O gigante é feito de medo
E eu já vi seu fim antes de hoje
Não preciso de exército
Não preciso de rei
Meu coração é a pedra que derruba a lei
Grito sem medo no meio do trovão
Essa batalha é minha — e eu venço com as mãos nuas
Eu não tenho nada
Só tenho a verdade
O gigante cai em pó
Porque a luz não tem idade
Eu venci, eu venci, eu venci