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meu choro não é nada além de carnaval
é lágrima de samba na ponta dos pés
a multidão avança como um vendaval
me joga na avenida que não sei qual é
pirata e super homem cantam o calor
um peixe amarelo beija a minha mão
as asas de um anjo soltas pelo chão
na chuva de confetes, deixo a minha dor
na avenida, deixei lá
a pele preta e a minha voz
na avenida, deixei lá
a minha fala, minha opinião
a minha casa, minha solidão
joguei do alto do terceiro andar
quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida
na avenida dura até o fim
mulher do fim do mundo
eu sou e vou até o fim cantar