Numa noite sem tempo
Vi um traço de lua
No silêncio do vento
Ouvi alguém me chamar
Não era sombra nem alma
Era um sopro de cala
Com passos leves de calma
E olhos feitos de cor
Ela não tem nome
Mas sempre me guiou
Nas horas perdidas
Quando tudo apagou
Não disse palavras
Mas sempre me ouviu
A guardiã de luz
Que nunca partiu
Criança acreditava
Ninguém podia ver
Diziam isso não existe
Mas eu insisti em crer
Anos passaram como o mar
Mas o brilho ficou
Numa esquina do olhar
Foi ela quem me encontrou
Ela não tem rosto
Nem promessas de ficar
Mas quando o mundo some
Ela volta a me abraçar
No vazio das noites
E um medo sem luz
Eu volto a lembrar
Da guardiã de luz
Se um dia eu partir
Sem rumo, sem voz
Que ela me guie
Como sempre fez por nós
Não era sombra nem alma
Era um sopro de calor
Com passos leves de calma
E olhos feitos de cor