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Moedas pesam na minha palma vazia
Cada passo ecoa como julgamento
Te segui nas ruas, ouvi cada palavra
Agora vendo tua sombra no pátio do templo
Falei que era leal, mas vendi por prata
Pensava mudar o mundo com tua espada
Mas tu só levaste pão e vinho à ceia
Enquanto eu contava moedas na escuridão
O vento sussurra teu nome em hebraico
E eu não consigo gritar — só engolir cinzas
Tu não me abandonaste na hora mais negra
Mesmo sabendo o beijo que eu traria
Teu olhar me achou na multidão fria
E ainda assim disse: amigo, faça o que veio fazer
Tu caminhas calmo sob a lua cheia
As oliveiras choram orvalho de medo
Teus discípulos dormem, eu corro sem rumo
Com teu rosto gravado como fogo na mente
Se eu pudesse voltar àquela ceia
Trocaria as moedas por teu pão partido
Mas o galinho já cantou três vezes
E minha alma se rasga em mil pedaços
Tu não me abandonaste na hora mais negra
Mesmo vendo a corda em minhas mãos
Teu sangue escreveu perdão nas estrelas
Enquanto eu não tinha força pra te chamar de Senhor
Agora eu vejo — era amor que me seguia
Não justiça, não ira, não castigo
Na cruz que eu ajudei a levantar
Estava minha cura e meu perdão
Eu te chamo agora: Rabbi, Filho de Deus
Rabbi, Filho de Deus
Rabbi, Filho de Deus