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No princípio do passo, entre raízes antigas e nomes antigos
Ouvi Tua voz sem rosto, "Levanta-te, vai."
Os muros do costume estremecem
O vento vira bússola
E cada adeus germina um país que ainda não sei contar
Carrego no peito um mapa de promessas
Desenhado com luz invisível
Vai, diz o Eterno, e Eu serei o caminho
Onde tua tenda fincar, erguer-te-ei destino
Vai, e o pó sob teus pés virará constelação
Quem abençoar teu nome encontrará meu coração
Deserto não cala a esperança
A noite não apaga o brilho
Do Impossível sussurrando: "Conta as estrelas, se podes..."
Ergo altares de pedra e surpresa
Cada fogueira, uma oração acesa
No eco do meu próprio passo ecoa Aquele que chama
Terreiros estranhos, reis e exílios, medos em fila, sede e pó
Mas Tua palavra acende bússolas nas horas em que não vejo sol
Vou, porque o Eterno faz da jornada o destino
Onde o coração tremer, Ele planta hino
Vou meu sim vacila, mas Teu braço me sustém
Na poeira do caminho floresce o "amém"