Elige una pista para reproducir
Confia na dor do processo
Aceito e a Deus hoje agradeço a vida
Reflexo daquilo que eu fui
Dos traumas que eu vivi um dia
Perdido por vezes, na busca de um sentido
Sentindo que tudo é parte de um livro do meu arquivo
Hoje assisto, aceito e sei que eu errei sendo assertivo
Excessivo nas emoções, sensível, sei do motivo
E eu explico. A dor de infância, longe desse berço de ouro
Entre a fome, o sacrifício, entre o medo e o agressor
O choro de uma mãe guerreira, de poder transformador
O fator de eu crescer no ódio e mesmo assim, eu ser amor
Infância perdida, nunca irás ser nada
Julgamento prévio quando eu mostrava a morada
Hoje eu corro o mundo, faço história, deixo a marca
Mãe, olha o teu filho, nasceu com o dom da palavra
Abençoado, vivo cada vez mais grato
A oportunidade é pouca no sítio onde eu fui criado
Mas guiado pela luz da minha ancestralidade
Um legado, uma missão, ser melhor que o meu passado
Confia na dor do processo
Aceito e a Deus hoje agradeço a vida
Reflexo daquilo que eu fui
Dos traumas que eu vivi um dia
No sobe e desce da vida, tu sofre e cresce
Limita quem te rodeia e receia de quem muito oferece
Se eu soubesse o que hoje sei, mano, eu escrevia o mesmo verso
Sem medo, sem peso, e eu penso, sou o mesmo com menos ou mais sucesso
Espera, um pouco atrás para recordar o início de tudo
Eu surjo fruto do berço, do bairro, do rap mais sujo
Unidade 2.10 e eu ainda puto
Assim nasceu essa minha fome pela escrita com conteúdo
A realidade ouvida ao som do ritmo da palavra
É o desabafo, a voz oculta de quem nunca teve nada
Dura a estrada, já 10 anos, campos de relva minada
Tantos planos, escolha certa, eu só aprendi com a errada
Faz parte, são apenas fases, e a luta, essa só Deus sabe
Levo o prazer da vitória com a dor da dificuldade
O desgaste que hoje eu carrego na luta pela estabilidade
Sem deixar de ser quem sou
Confia na dor do processo
Aceito e a Deus hoje agradeço a vida
Reflexo daquilo que eu fui
Dos traumas que eu vivi um dia