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Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Deem o fora daqui
Lança-nos ao mar, o comandante Nobrum
Passava o dia no barco pescando
Mas nunca nos trouxe um atum
Tanta sabedoria e prática além do comum
Dizem que se atribuía a várias garrafas de rum
Somos amigos em terra
Somos amigos no mar
Juntos fomos à guerra
Juntos estamos no bar
Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Deem o fora daqui
O açougueiro sem dedo que trabalhava no cais
Passava o dia fazendo piada da falta que o dedo lhe faz
Dizia com riso amarelo: Ouça bem, meu rapaz
Ao trabalhar com o cutelo, nunca beba demais
Somos amigos em terra
Somos amigos no mar
Juntos fomos à guerra
Juntos estamos no bar
Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Deem o fora daqui
Marquade alimentava as caldeiras do velho vapor
A despeito do vento, sufocava o calor
O teto de ferro fundido, sol direto na chapa
Tudo já resolvido com duas garrafas de grapa
Somos amigos em terra
Somos amigos no mar
Juntos fomos à guerra
Juntos estamos no bar
Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Deem o fora daqui
Nós estamos todos bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados, deem o fora daqui
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados, deem o fora daqui
Nós estamos todos bêbados
Bêbados de cair
E todos que não estiverem bêbados
Deem o fora daqui
Esse moleque, ele é cachorro
Ele roubou a minha cerveja
Lá vem o canino (au, au, au)