Chão pó poeira
Vento de lá
Chão pó poeira
Vento de cá
Veio do meio do nada
Berço das guerras eternas
Cruzou o mar das cegueiras
De tantas religiões
Veio do berço do nada
Buscando fugir das guerras
Cruzando o mar das verdades
Das nossas religiões
Chão pó poeira
Vento de lá
Chão, pó, poeira
Vento de cá
Quando chegou nesta terra
Era mascate, andarilho
Batia de porta em porta
Com uma nova opção
Chapéus de Braga e do Porto
Pentes atartarugados
Navalha, agulha e lenços
Cordas, cadarço de lã
Chão pó poeira
Vento de lá
Chão, pó, poeira
Vento de cá
Continua a sina
Do caixeiro errante
Vendendo na esquina uma forma de estar
Barganhando um todo
Misturado ao pão
A palavra resiste trocando de mão