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Kayapó, Munduruku, Sararé, Yanomami
As terras que o garimpo invadiu
Foram também as mais queimadas
Isso não é coincidência não
Sei bem quem quer leiloar nosso pulmão
E lucrar em cima da violência colonial perpetuada
Quando a transamazônica atravessar
Uma vida após a outra numa estaca
Saiba que elite a conduziu até lá
Pra grilar e queimar, pela mão militar
Não se esqueça que quem está atrás das queimadas
É o agro e o garimpo
E veja o sol desaguar no meu corpo seu particulado
O sol queimado
Não se esqueça que quem está
Por trás desse lucros bilionários
São senhores parasitários
E que o papel do agro é manter
O país submisso ao capitalismo imperial
Viva o protestantistão!
Que morram seus valores, crenças e modos
Herdados de um colonialismo cristão e europeu
Um passado de embranquecimento
E apagamento por um genocídio
Que fundou um país em seu mito
Uma vida de símbolos criados por parasitas
Agrário e bancários pra nos submeter
A um papel de fazenda do centro imperial
Há 500 anos, e contando
Nesse ano, o plano safra é recorde