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Tudo era vasto, tudo era pleno
Terra, filhos, mesa e paz
Mas veio o vento, o céu em silêncio
E a casa caiu sobre o que Jó amava mais
Roubaram-lhe os dias, tiraram-lhe o nome
De joelhos, rasgou o próprio chão
A pele em cinza, o corpo em febre
Mas não se ouviu negação
Ainda que Me mate, esperarei
Se me calas, mesmo assim Te buscarei
Entre cinzas e feridas
Há um altar onde não Te negarei
Amigos falam, vozes secas
Tentam pesar o que não se vê
Mas não há resposta ao justo
Quando o céu decide esconder
Jó grita à noite, debate o vento
Sem saber que Deus o escuta
E quando tudo emudece
O redemoinho se levanta
Ainda que Me mate, confiarei
Mesmo que Teus caminhos eu não compreenda
Se Te ouço no trovão
Descanso em Tua presença
"Quem és tu que obscurece o conselho
Com palavras sem saber?"
Deus fala, a poeira se curva
"Estavas lá quando lancei os mares?"
Agora os olhos Te veem, não só ouvidos, mas visão
O que me foi tirado, devolveste com dobro, e a paz voltou à minha mão
Ainda que Me mate, confiarei
Fui provado, mas saí como ouro
Tua voz me achou no meio do caos
E Tua graça é meu tesouro
E no pó em que me prostrei
Floresceu o eterno Rei