Aleluia!
Irmãos, no princípio era a verba
E da verba fez-se a luz
E da luz fez-se a conta de luz
E da conta de luz fez-se o corte de luz
Sabem por quê? (Não!)
Porque a verba só estava no princípio
Pra mim foi difícil de entender
Tanta raiva do Tim Tones
Se era só um personagem
Um pastor com um microfone
Talvez as intenções por trás das orações
Ou pela fé vazia que a TV vende a milhões
Velha fábrica de ilusões, um ninho de distorções
Que viram num deserto suas mentes e corações
Napoleões e Ches nascem a cada segundo
E o fim é trágico, é de plástico essa porra desse mundo
Eu vi num mar de gente uma maré de frustração
Onde muitos já nem sabem quem são
E vão sem direção em vão, na contramão
Sem noção, eles são oportunistas de plantão
Que falam de conduta, de honra na luta
Falam de amor, mas por favor
Cês vivem a vida em disputa
São tipo Fariseus
Você junto com os seus
Falem o quanto quiser
Blasfeme em nome de um deus
Eu faço a conta também, faço a conta
Você acredita que eu sou de Deus?
Você acredita que essa obra é de Deus?
Você acredita na palavra de Deus que foi pregada?
Não faça a conta, deposite direto na conta da igreja
A-a-a-a-a-ai de vós
Fa-fa-fa-fariseus hi-hi-hi-hipócritas
(Raça de víboras, raça de víboras)
A-a-a-a-a-ai de vós
Fa-fa-fa-fariseus hi-hi-hi-hipócritas
(Sepulcros caiados)
E tá difícil de entender
Tanto medo em nossos homens
Pouco orgulho em nossos nomes
Pouco pão pra quem tem fome
Eu fico louco, tipo puto
E luto pra manter minha fé
Pois correr sem direção
É só castigo pro meus pés
Se acusem infiéis
Pois eu sei, cês se merecem
Tenham fogo sob os pés
No inferno em que padecem
Monges comerciantes, rastafaris de boate
Queimem junto com a Babilônia
Que vocês amam e fazem parte
A revolução morreu e a ordem é mundial
Reverendos dos mau difamam a crença ancestral
Vocês falem o que quiserem, que eu não vou achar normal
Na aldeia global, onde o cacique é o Capital
Eu não presto reverência, sempre fui iconoclasta
Pra nenhum deus de fuzil, microfone ou de gravata
Não acolho suas bravatas, pois eu sei
Quem muito ladra, só repete, não faz nada
Morre sem raiz fincada
A-a-a-a-a-ai de vós
Fa-fa-fa-fariseus hi-hi-hi-hipócritas
(Raça de víboras, raça de víboras)
A-a-a-a-a-ai de vós
Fa-fa-fa-fariseus hi-hi-hi-hipócritas
(Sepulcros caiados)
Ai de vós (é um covil, é um covil)
Fariseus hipócritas (é um covil, é um covil)
É um covil de salteadores
Ai de vós, Fariseus hipócritas
E não é difícil de saber
Qual é o futuro da minha raça
Pois enquanto o mundo explode
A gente zoa ali na praça
Se diverte, se embriaga
Enche a cara de fumaça
Se já não resta nada
'Tamo rindo da desgraça
Mil profetas se levantam
Contam falsas profecias
Criam rotas esperanças
Que morrem no fim do dia
Promessas vazias
Que frustram um monte
E as almas perdidas
Sentem sede na fonte
Vidas em alta velocidade
Pós era da informação
Teorias diluídas
De internet e televisão
Tipo, o amor liquido
E o asfalto sólido
De custos ínfimos
E lucros mórbidos
E colhem dízimos
Motivos óbvios
Hoje é caríssimo
Fugir do próximo
Eu sinto que no fim
Algo se perdeu
Os homens sem fé
E esses templos sem Deus
Sem Deus (bye, bye, bye, bye, bye)
Sem Deus (bye, bye)
(Bye, bye, bye, bye, bye)