Eu tava lá em casa
Falei: Tô a fim de falar umas verdades
Quê que eu fiz? Liguei pro Nansy
(NansySylvz)
Quinze anos atrás cê me via na Lapa
Doidão de cachaça, rimando na praça
Gravando de graça, jogando com a vida
Dando a cara a tapa
Quantos caras? Quantos caras?
Que eu botei nesse jogo e me viraram a cara
Já perdi a conta e perdeu a graça
Dever conta e pegar ponta pra fazer fumaça
Meus amigo são o crime, eu sou comparsa
Se cair no regime o cão te abraça
Eu nunca peidei pra time nem pra ameaça
Brindei a liberdade e quebrei a taça
Sempre cuido da família, mas ando só
Um descuido nessa trilha, apertou o nó
O que não falta é armadilha, olha esses menor
Quem na caiu nessa pilha eu não senti dó
Meu irmão, Zé Bolinho
Será sempre minha luz nesse caminho
Se eu viver você vive
Mais uma vez, irmão
Meu irmão, Zé Bolinho
Será sempre minha luz nesse caminho
Se eu viver você vive
Rap pra calar o cu desses tadinhos
Eu quis fazer uma canção, liguei pro Nansy
Com veneno e coração, esse é o lance
O vento fez tudo frio (frio)
Sei que vida é desafio
Às vezes fica por um fio
Ela é doce, mas não é mole, não
Eu quis fazer uma canção, liguei pro Nansy
Com veneno e coração, esse é o lance
O vento fez tudo frio
Sei que vida é desafio
Às vezes fica por um fio
Ela é doce, mas não é mole, não
Ainda tô pra entender essa resenha
Ele desdenha das dores nos bastidores
Só caô, só rumores
Sem fatos, só boatos
Espalhados por computadores
Te avisaram que é terra de bárbaro
Mas no frio desse lábaro eu te aqueci
No caso, queimaram a casa
E eu como Iky de Phoenix, sobrevivi
Quer ser melhor? Se empenha
Porque aqui tu não vai passar, não
Se eu não te der a senha
Você não entra num vagão dessa condução
Cês tiram onda de bandido
'Tão fechando com polícia
Só fachada, seus fodido
Cês são história fictícia
Em terra de cego, já diz o ditado
Quem tem um olho só vai andar pelado
Porque a nova roupa do rei
É o ego sempre cheio e os olhos vendados
Um homem revoltado, pique Albert Camus
Futuro revelado, Iky Nostradamus
Segredo bem guardado, tipo nós transamos
Inapropriado, nem tava nos planos
Se é rima, nós na esbanja na perícia
Se é na rua, nós não perde por malícia
Se é mina, nós esbanja na carícia
Delícia é eu minha preta
A cabaninha no mato, nossa treta
Maconha, sexo e letra, êta
Rap pra calar o cu desses caretas
Eu quis fazer uma canção, liguei pro Nansy
Com veneno e coração, esse é o lance
O vento fez tudo frio
Sei que vida é desafio
Às vezes fica por um fio
Ela é doce, mas não é mole, não
Hoje eu escrevi até mais cedo
Amanhã tem um trampo lá fora
Nego, se eu tiver medo
No final é a minha mãe que chora
Afinal, a vida é agora, now
Eu medito e me edito antes do final
Longe do conflito entre o bem e o mal
Monge, evito haters e paga-pau
Larga do meu pé, larga do meu pau
Me educaram bem, mas eu uso mal
Eu fiz a história, não foi casual
Fugi da dessa nóia de ser atual
My people, som é Pipo's
Sempre acima do normal
Eu aprendi com black
O óbito do óbvio
Rap pra calar cu desses boçal
Eu quis fazer uma canção, liguei pro Nansy
Com veneno e coração, esse é o lance
O vento fez tudo frio
Sei que vida é desafio
Às vezes fica por um fio
Ela é doce, mas não é mole, não
Eu quis fazer uma canção, liguei pro Nansy
Com veneno e coração, esse é o lance
O vento fez tudo frio
Sei que vida é desafio
Às vezes fica por um fio
Ela é doce, doce
Alô
Oi, filho (oi, mãe)
Tudo bom, bem?
Tudo bem e você?
Tudo tá joia, tá trabalhando?
Tô, tô no meio de uma gravação aqui
Tô gravando a minha voz (desculpa, filho)
Então tá, depois a gente se fala
Tá bom, Dona Ana, um beijo pra você
Um beijão, querido
Tchau (tchau, filho)