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Já é rotina acordar muito cedo
E ir exprimido naquele busão
Chegar no trabalho atrasado, estressado
E ser humilhado pelo seu patrão
Aquele otário nasceu milionário
Não sabe o que é passar um pano no chão
Mas passa um pano pro filho mimado
Que age na escola sem educação
400 anos de tráfico escravo
Aqui no Brasil sem reparação
Mais de 130 da lei que é áurea,
Falsa liberdade, sem abolição
Capitalismo cruel e selvagem
Define quem terá direito ao pão
O circo garante o entretenimento
Que ilude o pobre sem informação.
De onde eu vim é uma cruz pra cada ombro
E nem por isso eu morrer nesses escombro
Peguei impulso pra voar em cada tombo
E a beleza da vitória é gol do pombo
É gol do pombo, é gol do pombo
E a beleza da vitória é gol do pombo
(2X)
Nem o passado, nem o presente
Vai determinar qual vai ser o futuro
Só jogador caro nascido no gueto
Sangue de preto, tudo escuro
No campo minado, um passo em falso
Da cartão vermelho direto pro inferno
No time do morro é só apavoro
Um drible errado, o castigo é eterno
E quantas vezes não pude dormir
Nesse barulho da babilônia
É campo de terra, baile de favela
Trabalhador competindo com a insônia
Tem que estudar, trampar e suportar
Esse placar que nunca sai do zero
Vestir a camisa da empresa do boy
E acreditar que um dia eu prospero.
De onde eu vim é uma cruz pra cada ombro
E nem por isso eu morrer nesses escombro
Peguei impulso pra voar em cada tombo
E a beleza da vitória é gol do pombo
É gol do pombo, é gol do pombo
E a beleza da vitória é gol do pombo
(2X)