É, eu moro aqui na rua
Vai fazer 16, 17 anos, tá ligado?
Sobrevivo dos corre que tô fazendo, né?
Às vezes aparece um bico de pintor pra fazer
Mas a rua é meu lar
Um lar que eu nunca sei onde vou dormir
Noite chega aqui no Salgado
Solidão e muito tráfico
Nesse bairro a violência cresce
Será que Deus ouve minha preces?
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Madrugada, tremendo no chão
Dor, vento frio, muita aflição
Não tenho casa, não tenho dinheiro
Sem respeito, sem amigos
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra
Vejo só um horizonte vazio
Comendo lixo na Rua Barão
Eles pensam que sou um perigo
Só quero morrer! Ouçam meu grito
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Êra, êra, êra suburbanos!
Propenso a várias doenças
Ruas consomem minha existência
O chão esquenta, buzinas não param
Para mim tudo acabado
Vida para mim não tem sentido!
Vida para mim não faz sentido!
Vida para mim não tem sentido!
Vida para mim não faz sentido!
Êra, êra, êra suburbanos
Êra, êra, êra suburbanos
Êra, êra, êra suburbanos
Êra, êra, êra suburbanos
Êra, êra, êra, êra, êra, êra, êra, êra
Suburbanos!