Sou a pedra que caiu do céu
Que virou persa de museu
Que ardeu em grande fogaréu
Mas que sobreviveu
Sou eu a pedra que nasceu do pó
E que o menino achou no rio
Sou do sertão, sou bendegó
Do leito seco, eu sou estio
Conselheiro eu vi erguendo arraial
Ai, eu vi o juízo final
A pedra que caiu do céu
Que virou persa de museu
Que ardeu em grande fogaréu
Mas que sobreviveu
Sou eu a pedra que furou o chão
E assanhou um bacharel
Faísca da grande explosão
E eu conquistei dona Isabel
Fui do imperador e pelo astral
Marco da ciência nacional
Sou a pedra que tombou
As doze juntas de boi
Coração desemprendou'
Quando o meu destino foi
Conhecer a disrazão'
E essa terra o desvario
E eu me aferro em oração
Pelo Brasil
Sou a pedra que caiu do céu
Que virou persa de museu
Que ardeu em grande fogaréu
Mas que sobreviveu
Sou eu a pedra que nasceu do pó
E que o menino achou no rio
Sou do sertão, sou bendegó
Do leito seco, eu sou estio
Conselheiro eu vi erguendo arraial
Marco da ciência nacional
Sou a pedra que tombou
Dessa terra o desvario
E eu me aferro em oração
Pelo Brasil