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Com a dissolução do ego pela psilocibina
Não sobra um mc pra fazer uma rima
Imagina, Narciso fora de cena
Doidera, influencer sem mamadeira
Sem licença poética isso é um fato
Descrito 1984
Disse Gilberto Gil que George Orwell previu
Exatamente o que acontece no momento presente
Não vou deixar de relatar no meu verso
Na mídia social o ouvinte ficou disperso
Ciranda do capital bilionário perverso
Vendedores de promessa com discurso de sucesso
Um dois um dois sobre o que era essa rima
Meu raciocínio foi de ralo com a postagem acima
A vida pela tela corta o clima
Marketing do ego, pouca auto estima
Não sei de nada, só apareci no story
Assisto o seu vídeo contanto que não demore
Indiferença na prática que faz com que piore
A causa que eu divulgo pra que outro colabore
A rolagem no feed agride minha capacidade de foco
Sou minha pior versão com o celular na mão
A melodia que hipnotiza a serpente está presente
Em cada canto encanto
Longa estiagem, seca da criatividade
Assusta e bloqueia mcs que tem a caneta forte
Me dedico as linhas que me mantém vivo
Escaneando arquivo por arquivo
No modo subversivo ostensivo incisivo psicoativo
Com tudo que diz respeito ao meu ofício
Colunista urbano liricista insano
Com tutano à serviço da música vinte e quatro por sete
Debruçado no piano de cueca e meia soquete
Apostando no talento ao invés das bet
Sem fazer enquete, assumo minhas decisões
Sons que ilustram um artista de rua
Foi onde eu cresci não tinha como ser de outro jeito
Conquista o respeito ou rala peito, daquele jeito
Com a cabeça tranquila no travesseiro eu deito
O que tá feito tá feito
Cada um cada odisseia
Rimador alfa, tá carente na alcateia
Maestro rege a orquestra de costas pra plateia
Papo reto desde Galileu na Galileia
Palavra rebuscada, onomatopeia
Escrevendo ouvindo as bases com um fone bem maior
Que o cabelo da princesa Leia
Não aguarde o dia da estreia
Saiba agora como a minha mente opera
Sou um garimpeiro de pedras brutas da psicoesfera
A lapidação torna real e audível
Informações e emoções perdidas no invisível
Esse é o meu modus operandi
Comendo pelas beiradas como Mahatma Gandhi
Hora engraçado hora triste como Fausto Fanti
Investidor da bolsa de linhas que dão um levante
Entretenimento é importante
Mas, jamais será mais do que fazer arte
Não descarte quem antes tava no encarte
Marretada é bom mas falta linha nas vídeo parte
Senão começa a jogar contra como Regina Duarte
Cada um com seu gadinho e que se foda o resto
Sem futuro nenhum nesse gesto
Aguarde e confie Guevara Ernesto
Quem é honesto é não precisa dizer que é
O cara de pau vai pagar caro no skin care
Siga os conselhos de Tom Hagen consigliere
Eu que cuido da casa pra minha mulher
Nada de botar a colher de volta no tupperware
Relaxantes musculares não saem da minha necessaire
Aristocrata diz que pobre não tem savoir faire
Salve se quem puder, fé
Cada um com a sua polaina pra dançar o balé
Belas imagens a cores
A vida cheia de subterfúgios
Oferece refúgios que me mantém a salvo de mim mesmo
Na economia da atenção a capitalização tem
Um valor maior do que mulheres e crianças
Pseudo criadores sendo péssimos atores
Ofertando dissabores na conduta duvidosa
Ritmo e prosa, papo on demand
Coloco meus níqueis onde mais rende
Cheio de gente capaz se sentindo mal
Por um monte de gente incapaz se vendendo bem
Me transformo agora num monge zen
Ou estarei na caverna planejando ataques como Bin Laden
O que tem eu coloco na mesa
Grandes negócios com pequena empresa
O rap no formato artesanato
Remendado com um band aid, estilo custom made
Nada que eu disser pode ser interessante
Apenas mais um conteúdo irrelevante
Da festa cansada no paraíso sedentário
Todo mundo é malandro não existe mais otário
Ninguém ouve ninguém nem dá tempo mais
Todo mundo atrasado para tanto faz
Uma música qualquer porque tanto faz
Qualquer qualquer tanto faz