Assoprar sem nem pegar ar
Se acabar, é aqui que começa
Vida que imita a arte
Sorvida de uma vaidade
Partida com ou sem coragem
De um caos que deságua na areia
Emocional que serpenteia
Não me importa o que te importa, não
Açúcar, tempero, eu faço tudo que há de bom
Eu faço da exceção, a regra
De uma essência que não desintegra
E que assim, bem sem querer
É sobre ser, e deixar escorrer
É sobre apropriar, e transbordar
É sobre ser, sem nem transparecer que
É sobre ser, e deixar escorrer
E eu fujo
Mas sempre volto
Sei de tudo
Sempre estive aqui
Levados por um alento
Somos 100% nem aí
Não aguentaria chegar até aqui sem te dizer
Na tua sanidade, eu me enlouqueço todo dia
Na minha sanidade, tu se enlouquece
E sem querer, é que a gente vê que
É sobre ser, e deixar escorrer
É sobre apropriar, e transbordar
Se aventurar, se admitir ser
Entregue, viva
Nada leve, despida (é sobre ser)
Capaz, molhada
Perdida e encontrada (é sobre ser)
Entregue, viva
Nada leve, despida (é sobre ser)
Capaz, molhada
Perdida e encontrada
Na minha sanidade, eu me enlouqueço todo dia
Nada leve, e é claro
Entregue